Sendo a pele o maior órgão do corpo humano, é também o mais exposto aos efeitos nocivos do ambiente e, portanto, passível do desenvolvimento do câncer de pele, este é evitável se observadas as medidas de proteção desde a infância.
A população sujeita ao risco de desenvolver lesões malignas na pele é aquela de cor branca, olhos claros, cabelos louros ou ruivos e com casos em antecedentes familiares.
É sobre este grupo que as medidas de prevenção devem ser adotadas desde os primeiros anos de vida, cabendo aos pais o papel de reforçar e educar o quanto a exposição da pele aos raios solares. Os adultos, por sua vez, devem servir de exemplo, utilizando os meios de proteção disponíveis de forma habitual e rotineira.
A Austrália é o país com a maior incidência do câncer de pele, devido a sua população majoritariamente branca e loura e elevada exposição solar.
Nas escolas é obrigatório o uso de boné com aba sempre virada para a frente, além de constante vigilância quanto ao tempo permitido para exposição ao sol.
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A frequência às praias e piscinas tão comuns e verdadeiras áreas de risco, não devem ultrapassar o período mais seguro de permanência (começo da manhã e e final da tarde), sobretudo no verão. O uso de guarda-sol ou barracas de praia dão uma falsa deia de proteção, pois o sol é refletido pela areia e pela água, respectivamente 85% da radiação pela areia e até 1 metro de penetração na água.
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O uso de chapéus com abas largas e aplicação de filtros solares com FPS igual ou superior a 30 certamente evitarão uma epidemia de câncer de pele no futuro.
A queimadura solar é a grande ameaça a saúde da pele.
Não subestime o poder dos raios ultravioletas.
Dr Manoel Sternick
Dermatologista Clínica Sternick
